Terror Revolucionário
Na sequência da abolição da monarquia e da proclamação da república em 1792, em 1793 o rei Luís XVI é condenado à morte e executado em Paris, dando assim início a um período marcado pelo terror revolucionário, a etapa mais violenta da revolução francesa.
Sob a liderança de Robespierre, os jacobinos gozavam de grande influência na república recém-instaurada. Aos olhos destes, paradoxalmente, os valores da revolução justificavam osmilhares de mortes de franceses que ocorreram durante este período. Contrariamente aos ideais Liberdade, Igualdade e Fraternidade, a república jacobina ficou marcada pela violência, desvalorizando nos atos que ocorreram os valores do iluminismo e do humanismo implantados anos antes, o que tornou a revolução de certa forma contraditória.
Até que ponto estavam dispostos a ir contra os seus ideais para instalar os mesmos? Robespierre justificava o terror dizendo que " O terror não é mais que uma justiça rápida.".
Com a França atravessando uma grande crise, as pessoas comuns começaram a protestar-se
(devido às medidas repressivas da Convenção)
Dia 17 de setembro foi aprovado o decreto da Lei dos Suspeitos, que permitia os Tribunais Revolucionários julgar os traidores da Revolução, todos que eram suspeitos de ir contra a liberdade, a unidade e indivisibilidade da República eram julgados.
Nos corredores do tribunal quase 8000 suspeitos esperavam pelo seu julgamento. Sem qualquer possibilidade de se defender 9 em cada 10 casos eram condenados à guilhotina.
Era na Praça da Revolução que a maioria das 30 a 40 execuções diárias se sucediam. Criou-se um ambiente em que o terror era visto como uma diversão e entretenimento.

